Cartão Crédito Clonado

Cartão Crédito Clonado

Publicado em 19/07/2019 às 12:32


Você sabe o que deve fazer se seu cartão de crédito for clonado?

Saiba aqui.

 

Ter um cartão de crédito oferece inúmeras vantagens. Porém, é preciso tomar alguns cuidados com relação à segurança de seus dados e do próprio cartão, evitando problemas como por exemplo a clonagem do cartão.

Caso desconfie de que há algo errado , veja o que você precisa fazer quando o cartão de crédito é clonado.

 

 

Seu Cartão foi clonado? Saiba o que fazer

 

A primeira recomendação caso haja alguma suspeita é consultar a fatura do cartão. Com isso, será possível verificar eventuais gastos que não dizem respeito ao cliente. Além de olhar os pagamentos, fique atento para localizar se há saques vinculados à sua conta.

Por isso, é importante criar o hábito de checar a fatura algumas vezes antes do fechamento. Caso identifique alguma anormalidade, é mais fácil resolvê-la quando a fatura ainda está em aberto.

Outra situação que pode indicar uma possível clonagem é quando o cliente não consegue usar as senhas do cartão para fazer compras, mesmo que os números estejam corretos. Nesse caso, é provável que tenha havido de fato algum problema de clonagem ou até mesmo de uso do cartão.

Ao constatar que seu cartão de crédito foi clonado, a primeira coisa a fazer é entrar em contato com o banco o quanto antes. Lembre-se de informar quantos detalhes puder e pedir a emissão de uma nova fatura, considerando apenas os gastos reais.

Uma vez notificada, a instituição irá bloquear o seu cartão e você terá que pedir outro e cadastrar uma nova senha. É possível que o banco peça para que o cliente procure diretamente a operadora do cartão, para que ela mesma faça o bloqueio.

Quando souber do ocorrido, o banco lhe dará um número de protocolo, que deve ser guardado para assegurar que o procedimento de bloqueio foi realizado e garantido pela instituição.

 

 

É importante fazer um B.O.

 

Uma vez bloqueado o cartão, é importante ir até uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência. Apesar de não ser obrigatório, ele será um documento importante para exigir seus direitos, caso necessário.

 

 

O que deve constar no boletim de ocorrência

 

Ao registrar o caso na delegacia, é importante dar o máximo possível de detalhes, envolvendo todos os procedimentos que não foram realizados pelo titular do cartão, assim como as datas e os locais em que eles ocorreram e os valores das transações.

Com o boletim feito, o consumidor tem garantia de que seu caso está registrado e estará mais seguro caso precise comprovar tudo o que aconteceu.

 

 

Dá para pegar o dinheiro de volta?

 

Sim. Ao entrar em contato com o banco e informar o que aconteceu, ele deverá devolver o dinheiro em até cinco dias. Para garantir que isso ocorra, é importante guardar o número do protocolo, caso haja algum problema.

 

 

E se o banco não resolver?

 

Nesse caso, é preciso ir ao Procon, ao Banco Central (telefone 145) ou entrar com uma ação no Juizado Especial Cível (JEC). É possível acionar o banco pelas redes sociais, e vale lembrar de sempre manter as conversas salvas, pois elas podem servir para comprovação de informações.

Fique atento para o fato de que a clonagem é uma falha no serviço realizado pela operadora do cartão. Por isso, ela é quem deve se responsabilizar pelo ocorrido e por danos ao consumidor.

Vale ressaltar também que o Código de Defesa do Consumidor garante indenização ao consumidor lesado por uma transação feita com cartão clonado.

 

 

Vou ficar com o nome sujo?

 

Para evitar que isso aconteça, uma boa recomendação é realizar um alerta sobre a ocorrência no sistema do Serasa e preencher um formulário disponível no site da empresa. Assim, o consumidor evita que seu nome seja colocado no sistema de proteção ao crédito.

 

 

Como saber onde o Cartão foi clonado?

 

É difícil afirmar com certeza onde e quando o cartão foi bloqueado. Existem algumas possibilidades, por exemplo, nas compras online, por conta de ataques de hackers ou vírus no seu computador.

Podem acontecer fraudes também em caixas eletrônicos e em máquinas de cartão, que podem estar equipados com programas que roubam os dados dos usuários.

 

 

Raramente as lojas têm alguma culpa

 

Pode acontecer de o cliente acabar responsabilizando a loja pelo problema com o cartão, mas na verdade os comércios também são vítimas do golpe. Ao solicitar que o banco devolva o dinheiro, esse montante sairá da conta da loja que, por sua vez, já enviou o produto ao criminoso. Portanto, eles também saem no prejuízo.

É possível, porém, que em casos raros a loja (ou e-commerce) de fato tenha envolvimento com o caso.

 

 

Não é preciso parar de comprar pela internet

 

Apesar de estar exposta a esse tipo de problema, a internet ainda é um lugar muito seguro para realizar as compras. Tudo fica facilmente registrado e disponível caso precise ser consultado.

Além disso, o consumidor está protegido por contrato em caso de fraudes, portanto está seguro em caso de cobranças indevidas.

 

 

Como posso me proteger?

 

Existem alguns cuidados básicos que o consumidor deve tomar, como evitar abrir e responder e-mails falsos (chamados de fishing) e sempre manter o antivírus do computador e do smartphone atualizado.

Fique atento para comportamentos suspeitos, como perfis que dizem representar algum banco ou loja e pedem que você informe seus dados pessoais ou do cartão de crédito. Lembre-se de verificar periodicamente sua fatura e garanta que nenhuma cobrança passe despercebida.

Note que em geral as ações preventivas partir do próprio usuário. Portanto, esteja sempre atento e evite expor seus dados a fontes desconhecidas e sem credibilidade.

 

 

 

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