Como comprovar renda sendo autônomo

Como comprovar renda sendo autônomo

Publicado em 26/05/2019 às 23:19


Você sabe como comprovar renda no Financiamento sendo Autônomo?


Para a maioria das pessoas o financiamento é a principal forma de possibilitar a aquisição de bens como imóveis e carros, mas para conseguir um financiamento é preciso ter condições de comprovar a renda, o que gera muitas dúvidas para aqueles que não trabalham em regime celetista ou estatutário.

Para a aquisição de um imóvel, por exemplo, um dos momentos mais importantes é a verificação da renda do comprador. O potencial de financiamento é, em geral, verificado pelo incorporador na assinatura do contrato.

Mas não ter um vínculo empregatício não significa que você não pode dar entrada no processo de financiamento, pois existem outras formas de comprovar a sua renda e realizar a solicitação. Neste texto, vamos falar sobre por quais outros meios um profissional autônomo pode apresentar comprovantes de renda. Continue lendo e confira alguns procedimentos e cuidados que você pode adotar para facilitar o processo de aprovação do seu financiamento.


1. Usando a conta bancária como comprovante de renda

Uma das coisas que você pode fazer para ter condições de comprovar sua renda e aumentar as chances de aceitação da sua proposta de financiamento é depositar em uma conta bancária todo o dinheiro que você ganha e aguarde seis meses para usá-la como comprovação de renda. Essa dica é principalmente interessante para aqueles que possuem mais de uma fonte de renda.

A conta não necessariamente precisa ser no banco no qual você estará fazendo o financiamento, embora manter o valor na mesma instituição financeira te torne um cliente mais atraente. Você pode usar o extrato de movimentação da sua banca para conseguir comprovar que você recebe de fato o valor que declarou receber quando fez a solicitação do financiamento.

É preciso esperar o período de seis meses, pois esse o prazo mínimo exigido pela maioria dos bancos e instituições financeiras para comprovação de renda.

2. Abra uma conta corrente

Embora a conta corrente não seja a predileta de muita gente, pois existem custos de manutenção e taxas de juros mais altas, ela é essencial para aqueles que desejam tentar um financiamento, por causa do pagamento das parcelas do valor financiado.

Mesmo que você seja cliente poupança no mesmo banco em que fará o empréstimo, provavelmente terá que abrir uma conta corrente, já que esse tipo de conta é exigido pela maioria dos bancos que oferecem empréstimos. Além disso, ter uma conta corrente ativa depõe ao seu favor na análise de crédito.

3. Organize sua documentação para comprovar a renda como autônomo

Os extratos bancários sozinhos podem não ser suficiente para comprovação da sua renda, mas existe uma outra ferramenta que é aceita por muitos bancos e financiadoras: a declaração de imposto de renda. Já que o documento informa tudo que foi recebido e gasto pelo declarante no ano anterior (tendo validade de um ano), mas como os bancos podem considerar as informações desatualizadas, podem ainda solicitar outros documentos para complementar o conteúdo da declaração de imposto de renda.

Dessa forma, é importante que você tenha toda a sua documentação em dia para fazer a declaração de forma adequada e não cair na malha fina.

4. Cuidado com restrições no CPF

Ter histórico de crédito negativo pode, e provavelmente vai, fazer com que a sua solicitação de financiamento seja negada. Dessa forma, se você pretende dar entrada num pedido de financiamento é importante tentar negociar as suas dívidas em aberto antes de realizar o processo. Procure a empresa na qual possui o débito e tente fazer uma oferta para quitar sua dívida.

5. Formalize sua empresa

Você pode formalizar o seu negócio e obter uma renda forma, o que vai facilitar muito o processo de financiamento, regularizando a sua empresa fazendo um cadastro como Microempreendedor Individual (MEI). Além de formalizar o seu negócio, você conta com várias vantagens por ser isento de impostos federais, já que só precisa pagar uma taxa mensal única que dá ainda direito aos benefícios do INSS (auxílio maternidade, auxílio doença e aposentadoria, etc).

Dependendo do quanto a sua empresa fatura por mês, você pode realizar a formalização através do Supersimples. O Supersimples é destinado para empresa que possuem faturamento de até 3,6 milhões de reais por ano

6. Mantenha a sua contabilidade em dia

Tenha a contabilidade do seu negócio organizada, saber todos os contratos estabelecidos e possuir recebidos é muito importante para te ajudar na liberação do financiamento, esses documentos mostram o quanto você costuma receber pelos serviços que presta.

7. Emita a Decore

Comumente conhecida como DECORE, a Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos é um documento destinado a profissionais liberais como, por exemplo, advogados, corretores, dentistas, etc. e autônomos como taxistas, pedreiros, vendedores autônomos, feirantes e etc.

A DECORE passou a ser um documento oficial utilizado para comprovar a renda de autônomos, profissionais liberais e empresários no ano 2000, pode substituir o holerite e garantir a você que se encaixa no perfil dos profissionais citados acima o crédito, financiamento, abertura de conta ou atender demais necessidades que dependam desta comprovação.

Se você for empresários ou micro-empresários, a DECORE também pode ser usada para comprovar a retirada do pró-labore. Lembrando que o pró-labore é a remuneração dos sócios que trabalham na empresa.

É importante pontuar que a DECORE precisa ser emitida por profissionais de contabilidade devidamente habilitados para isso e que ela só vale se tiver afixado ou impresso no corpo da mesma o selo DHP – Declaração de Habilitação Profissional.

O selo é fornecido e também controlado pelo Conselho Regional de Contabilidade (CRC) da região em que o responsável por sua elaboração é registrado, personalizado com seu nome seja por meio impresso ou digital. A presença do selo garante maior segurança para as instituições financeiras que irão receber a DECORE, bem como para o solicitante uma vez que pode checar a validade do selo através do código de controle emitido junto ao mesmo no site do conselho.


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