Correção Monetária

Correção Monetária

Publicado em 21/03/2019 às 05:46


Saiba o que significa Correção Monetária


É importantíssimo acompanhar os comparativos de valores cambiais, ou seja, os valores das moedas nacionais e estrangeiras, não apenas para quem é da área da economia, pois, conforme aumenta ou diminui a discrepância desse comparativo, os consumidores sentem esse impacto no bolso, assim como ocorre com a inflação. E esse ajuste na moeda, com base nos câmbios, é denominado correção monetária.

Por isso, mesmo quem não é investidor precisa estar atento, visto que a inflação impactada diretamente as finanças de todos os consumidores.


O que é Correção Monetária

Correção monetária é o nome que se dá para ajustes contábeis e financeiros, efetuados para demonstrar os preços de compra da moeda que está em circulação no país atualmente (o Real, no caso), comparado ao valor de outras moedas (denominado ajuste cambial), índices de inflação ou cotação do mercado financeiro.

Esse é ainda um termo comum da área de economia, sendo que se trata do ajuste periódico de alguns valores econômicos, tendo como base o valor da inflação de um período pré-determinado, tendo como objetivo a compensação da perda de valor da moeda corrente.

Um bom exemplo disso, é quando você efetua uma compra em dólar no cartão de crédito, e na data de fechamento da fatura, o valor do dólar está superior ou inferior ao valor que estava na data da compra. Essa variação é denominada correção, que equivale ao ajuste do valor da moeda, da data da compra até o valor da moeda na data atual.

Quem costuma comprar em moeda estrangeira com o cartão de crédito, precisa ter cuidado para não receber uma fatura com valor muito mais alto do que esperava, devido a essa variação.

Até 1994, o Brasil passou pela pior crise de inflação, denominada hiperinflação. Nessa época, os balanços no Brasil eram demonstrados com alguns ajustes denominados Correção Monetária de Balanços, conforme a lei 6.404/76.

O governo fornecia um coeficiente com base em algum índice de inflação, para ajustar os itens permanentes de balanço, como o patrimônio líquidos e ativo permanente, para fins de contabilidade tributária.

Dessa forma, havendo saldo credor resultante da correção monetária, o valor era ajustado pelas variações monetárias, aumentando ou reduzindo o saldo que seria tributado pelo imposto de renda. Esse método foi regulamentado pelo decreto lei 1.598/77, cujo visava ajustar o acréscimo ao lucro de valores tido como não-financeiros (ajustes decorrentes da inflação), o que poderia resultar indevidamente em impostos a pagar, sem que as empresas tivessem de fato, o numerário em caixa.

Tal entendimento continuou durante muitos anos como um dos principais incentivos tributários, por assim dizer, às empresas brasileiras que possuíam consideráveis ativos imobilizados, indústrias principalmente.

Devido às características da economia brasileira e da essência econômica utilizada para o estudo da contabilidade no país, a atualização monetária é considerada pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade) um princípio fundamental das ciências contábeis. Antes denominado Princípio da Correção Monetária, hoje a palavra correção foi substituída por atualização, dando mais sentido a denominação.

Com hiperinflação chegando ao fim, os ajustes originários dessas atualizações são realizados em razão as altas taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras; e também, em decorrência do câmbio flutuante, cujo periodicamente gera grandes oscilações na cotação do dólar americano em relação ao Real.

O que é Inflação e o que Implica

A inflação consiste no aumento recorrente, generalizado e persistente no valor dos preços de variados produtos. Pode-se dizer então, que quando a inflação chega a zero, ocorreu uma estabilidade nos preços. E quanto a atualização monetária, pode-se dizer que a inflação tem impacto direto sobre ela.

Um dos cenários que levam à inflação ocorre quando a demanda excede a produção disponível de algum produto. Isso é comum quando ocorre o aumento de produção próximo do emprego de recursos.

E para que esse tipo de inflação (denominado inflação de demanda) seja combatido, é necessário que a política econômica lance mão de recursos quem estimulem a redução da procura agregada.

Para saber o andamento da inflação é necessário acompanhar alguns índices entre eles o IGP (Índice Geral de Preços), o IPA (Índice de Preços no Atacado), o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o INCC (Índice Nacional do Custo da Construção), e por último, o CUB (Custo Unitário Básico). Eles trazem todo o histórico de variação de preços, propiciando um comparativo para interpretação do momento da inflação.

E você, costuma acompanhar as atualizações monetárias? Já recebeu uma fatura com compra em moeda estrangeira e se surpreendeu com o valor? Fica atento a inflação para saber se seu dinheiro está rendendo ou não.


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