Leasing de carro, como funciona

Leasing de carro, como funciona

Publicado em 19/09/2019 às 23:22


Leasing de carros:

Você sabe o que é, e como funciona?


Comprar um carro por meio de um leasing é cada vez menos comum no país. Apesar disso, ainda existem no mercado oportunidades do tipo. Dependendo da sua situação financeira, pode ser bastante vantajoso, mais até do que um financiamento comum de veículo.

Quer saber mais? Então vamos lá, continue lendo e confira aqui as nossas dicas em relação ao funcionamento do leasing de carros no Brasil.

O que é leasing?

Leasing é um contrato de arrendamento mercantil, ou em termos mais simples, o aluguel do carro por um período estabelecido em contrato. O cliente tem a opção de compra pagando uma taxa residual que é correspondente a depreciação do veículo durante a locação.

Na prática, você compra um carro, sinaliza ao banco se vai dar entrada ou não e com isso é calculado o valor do financiamento. Daí, a financeira compra o carro, ele é arrendado para você, que passa a pagar parcelas mensais, numa espécie de aluguel.

A principal diferença entre o leasing e o financiamento é que no leasing o carro fica em nome do banco e caso não haja pagamento da sua parte, o prejuízo é do banco e não seu. Em diversas concessionárias, os vendedores sempre tentar empurrar o leasing e mesmo que você o questione pelas semelhanças com o financiamento você tende a achar muito vantajoso.

Porém, o leasing é uma operação financeira com características próprias e o consumidor deve se atentar as normas do contrato antes de fechar o negócio.

Num exemplo prático, quando o leasing for quitado, você tem a opção de compra do veículo nos valores da tabela FIPE da data. O cliente geralmente está livre para comprar o carro no início, durante ou apenas no final do contrato. Caso você não tenha reserva para comprar o carro, mesmo que tenha usado ele no período do aluguel, ele volta a ser do banco.

Num ato de compra, todos as taxas com a transferência de propriedade são de responsabilidade do comprador. Existe um prazo máximo para o leasing que geralmente gira em torno de dois anos. Depois do prazo, o cliente pode optar por quitar o valor e ficar com o carro, devolvê-lo ao banco ou renovar o contrato.

As parcelas pagas pelo consumidor já incluem o valor do aluguel pelo uso do veículo e também o chamado VRG (Valor Residual Garantido), valor pago para aquisição do carro. Na assinatura do contrato, você terá que definir com o banco se uma parcela do VRG será paga como um “valor de entrada”, se isso acontecer, parte do valor será diluído nas parcelas mensais ou será abatido no final do contrato.



Quais são as vantagens e desvantagens do leasing?

A principal vantagem desse tipo de operação financeira em comparação com o financiamento por CDC (Crédito Direto ao Consumidor) é a isenção de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Com a redução do IOF de 2,5% para 1,5% ao ano, a diferença entre as parcelas do CDC e do leasing pode não ser tão grande. Atualmente, o leasing é uma operação mais vantajosa para empresas do que para pessoas físicas. Muito por conta das parcelas serem dedutíveis no imposto de renda e também por não haver a imobilização do bem, ou seja, o bem não faz parte do patrimônio da empresa.

Em contratos de arrendamento mercantil, o consumidor também tem a vantagem de obter a aprovação de crédito com maior facilidade, já que o veículo é registrado como uma propriedade do banco e funciona como forma de garantia de pagamento.

Uma das principais desvantagens do leasing é justamente o fato do veículo ficar registrado como propriedade do banco, durante o período do contrato. O que não lhe dá o direito, por exemplo, de vender o carro antes do fim do contrato e muitas vezes esse tipo de operação gera muito conflito entre clientes e bancos durante o período em que o contrato está em vigor.

Conflitos entre clientes e os bancos no período do leasing

As principais ações movidas por consumidores contra os bancos surgem por causa da devolução do carro, uma vez que os bancos pressionam os clientes a pagar as parcelas até o fim do contrato para não ter prejuízos já que o carro está no seu nome e por não ser um regime de financiamento, o usuário não tem dívida com a instituição.

Na maioria desses casos, a justiça dá ganho de causa aos arrendatários por entenderem que os consumidores não podem ser obrigados a pagar algo que podem não ter no futuro e por isso dão ganho de causa aos clientes por considerar uma forma do banco enriquecer ilicitamente.

Outro tipo de conflito que acontece bastante é quando os clientes devolvem o veículo e pedem a restituição do VRG ao banco, que se recusa a pagar. Nesse ponto, o ganho de causa também é do cliente, já que a lei incita que se há pagamento de VRG, esse valor deve ser devolvido ao consumidor, por ter pago uma prestação de compra, sem obter o veículo.

Em caso de rescisão ou não cumprimento dos termos acordados por uma das partes, é uma medida justa, legal e comum a aplicação de uma multa contratual. A multa deve ser proporcional e razoável, caso seja abusiva, é possível recorrer a justiça para que um juiz determine a mudança no valor.

Advogados afirmam que em mais de 90% dos casos, os juízes entendem que o cliente tem direito a restituição integral do VRG, quando o contrato é interrompido sem que as parcelas sejam pagas. Em quase 100% dos casos, o banco acaba aceitando as imposições sem nenhum tipo de recusa.

Leasing X Financiamento

O leasing foi uma opção mais barata do que o financiamento de veículo, principalmente por conta nas taxas menores. Sem cobrança de IOF, o leasing geralmente têm valores melhores para clientes que não tem tanto dinheiro para investir e nem pode reservar uma parcela de 20% do salário, por exemplo, é mais vantajoso do que o financiamento.


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